29/08/2016 às 15:47 - Atualizado em 15/02/2017 às 21:15

ICEC - Confiança do comércio cresce em agosto, mas cautela ainda marca setor

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aumentou 1,0% em agosto, na comparação com julho, na série com ajuste sazonal. Apesar da menor variação, é o quarto aumento mensal consecutivo, e o resultado foi influenciado pela melhora na avaliação das condições correntes (+8,3%) e nas intenções de investimentos (+1,8%). Em relação a julho do ano passado, o Icec aumentou 9,4%, segunda taxa positiva nessa base de comparação desde julho de 2013. No entanto, o índice ainda se encontra em patamar abaixo do nível de indiferença (100 pontos), reflexo da contínua redução das vendas e da atividade do comércio. 

“A atividade do comércio ainda não mostra perspectiva de recuperação no curto prazo, embora haja diminuição no ritmo de queda das vendas. As condições do mercado de trabalho, com desemprego e elevado comprometimento da renda dos consumidores, seguem influenciando negativamente o consumo. Entretanto, a confiança dos varejistas tem evoluído positivamente, após o indicador ter atingido a mínima histórica no fim do ano passado”, explica Izis Ferreira, economista da Confederação. 

Melhora das condições atuais gera otimismo moderado 

Além da alta mensal de 8,3% no subitem que mede as condições correntes do Icec, a avaliação das condições correntes mostra melhora desde fevereiro deste ano na avaliação mensal dessazonalizada. Apesar disso, o índice continua em patamar muito baixo – no ano, teve a primeira variação positiva (+9,4%) desde o início da série histórica, em março de 2011, a despeito de o índice base de comparação (agosto 2015) ter sido também muito baixo. 

A percepção dos varejistas quanto às condições atuais melhorou novamente em agosto em relação à economia (+13,7%), em relação ao desempenho do setor do comércio (+7,1%) e também em relação ao desempenho da empresa (+6,6%). O volume de comerciantes que avaliam as condições atuais como “piores” é menor, mas se mantém elevado: para 89,6% dos varejistas, a economia piorou neste fim de semestre. Este percentual é mais baixo do que o observado em julho (91,9%) e em dezembro de 2015 (95,7%) - até então a taxa mais elevada da série histórica do indicador. 

Percepção dos estoques também ganha fôlego 

Em agosto, o subíndice do Icec que mede as condições de investimentos registrou 81,5 pontos (+1,8%), influenciado por novo aumento nas intenções de contratação de funcionários (+0,8%), nas intenções de investimentos na empresa (+5,4%) e melhora na avaliação do nível dos estoques diante da programação das vendas (-0,3%). O crescimento deste subíndice foi de 0,5% em relação a agosto de 2015, primeiro aumento anual desde janeiro de 2014. “Os comerciantes estão conseguindo ajustar os estoques, verificamos a desaceleração na queda das vendas no varejo, mas no curto prazo ainda seguem ausentes fatores que indicam retomada do crescimento da atividade do comércio. As condições ainda ruins do mercado de trabalho e o crédito caro mantêm a demanda em níveis baixos e dificultam a recuperação mais rápida do varejo”, complementa a economista Izis Ferreira.

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